Relatório do Banco Mundial revela novos dados sobre a evolução dos indicadores energéticos por país
A edição de 2022 do relatório “Regulatory Indicators for Sustainable Energy” (RISE), conjunto de indicadores que ajuda a comparar as políticas nacionais e os quadros regulamentares para a energia sustentável de diversos países, revela que:
- Os Governos melhoraram as suas políticas de acesso à electricidade, tendo a África Subsaariana e a América Latina e as Caraíbas obtido a pontuação mais elevada neste indicador;
- O número de países com quadros políticos avançados de mini-redes mais do que duplicou entre 2019-2021, reflectindo a forma como as mini-redes e os sistemas solares caseiros são agora amplamente vistos como substitutos suficientes para a extensão da rede;
- Mais de 40% dos países inquiridos ofereceram opções de financiamento com incentivos públicos para assegurar o financiamento dos operadores de mini-redes. Isto teve um efeito positivo no custo da electricidade fora da rede, uma vez que o custo não subsidiado das mini-redes caiu um terço, de US$0,55 por kilowatt-hora (kWh) em 2018 para US$0,38 por kWh em 2021.
Angola surge com uma pontuação global total de 60 em 100.
Os últimos dados do relatório referentes a Angola, disponíveis aqui, avaliam o indicador de acesso a energia renovável no país em 42 pontos, numa escala que pontua até um máximo de 100.
Os mesmos dados demonstram que, em 2021:
- A taxa de electrificação angolana era de 47%, com 50% da população com acesso a cozinha limpa e com uma classificação de 80 pontos no indicador que pontua o “Quadro jurídico para as energias renováveis”;
- O indicador de “Planeamento para a expansão das energias renováveis” pontua o país com 67 pontos;
Consulte os dados do país aqui.
Moçambique foi considerado o segundo país com o maior progresso entre 2019 e 2021, aumentando a sua pontuação de energia renovável RISE em 30 pontos de 29 para 59.
Em Moçambique, os dados de 2021, disponíveis aqui, classificam o indicador de acesso a energia renovável em 59 pontos/100, com uma taxa de electrificação de 31%, em 2021, e com apenas 5% da população com acesso a cozinha limpa.
Os mesmos dados demonstram que, em 2021:
- Moçambique tem o valor mais alto (100) no indicador que avalia a “Transparência e a Monitorização da Utilidade”, o qual avalia a produção de electricidade disponível para venda a utilizadores finais, bem como a taxa de perda de transmissão, a taxa de perda de distribuição e a venda a retalho – taxa de cobrança de facturas;
- Os planos de electrificação do país surgem com uma classificação de 37 valores, em contraste com o indicador “Estrutura para sistemas off-grid” com 95 valores.
Consulte os dados do país aqui.
De dois em dois anos, o relatório Indicadores Reguladores para a Energia Sustentável ou RISE mede o progresso da política em 140 países, representando mais de 98% da população mundial, sobre energia renovável, eficiência energética, acesso à electricidade e acesso à cozinha limpa - as quatro áreas-alvo do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (SDG7) sobre o acesso à energia acessível, fiável, sustentável e moderna para todos até 2030.
O relatório é publicado pelo Banco Mundial com financiamento do Programa de Assistência à Gestão do Sector Energético (ESMAP).
Fonte © RISE